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domingo, 21 de novembro de 2010

A DURA E “OCULTA” VIDA DE UM PROFESSOR DE PORTUGUÊS


Alguém já parou para pensar como é dura a vida de um professor de português? O aluno chega para o professor de matemática e pergunta: “Professor, qual é a raiz quadrada de cento e quarenta e quatro?”. “Doze”, responde seguramente o professor. Afinal, em qualquer lugar deste planeta, independentemente da língua ou contexto sociocultural, a resposta é sempre a mesma: doze.
Mais tarde, vem o professor de história. O mesmo aluno pergunta: “Professor, quando o homem pisou pela primeira vez na lua?”.  Claro que a resposta é imediata, afinal é um fato conhecido por muitos, e mais uma vez, em todo este globo azul, ele responde: “20 de julho de 1969”, e ainda completa, tão orgulhoso de seu conhecimento e do delicioso poder de acrescentar mais: “Chegaram lá com a Apollo 11”, e vai mais longe ainda: “Neil Armstrong e Edwin Aldrin foram os primeiros seres humanos a caminhar na lua”. Uau!!! Quantos fatos advêm de uma pergunta tão simples!
Um pouco depois, chega a vez do professor de português. O aluno, que adora perguntar, adora levantar sua mãozinha e mostrar que quer saber e conhecer, vem com uma pergunta, aparentemente simples, aparentemente modesta: “Professor, na frase ‘Estudei muito para a prova’, o sujeito é oculto?” O professor arregala os olhos, começa a suar e tem vontade de pôr-se a correr. “O que vou dizer agora?”, ele pensa desesperado. “Como vou explicar isso?”, ele avalia, mas sem muita saída. “Dizer que um gramático diz que é, e outro diz que não é, vai achar que não sei a resposta. O que vou fazer?”, pergunta-se já em estado devastador. De repente, um único pensamento toma conta daquela mente atordoada: “Deveria ter escolhido História”.
Janete Bridon

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