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domingo, 13 de março de 2011

A quantas anda o estudante autônomo?



Outro dia li um artigo de Ricardo Prado (2003) em que ele fala da época de “informívoros” que nos encontramos. Ele diz “Nunca houve tanta informação, tão rápida e tão disponível para tanta gente”. Não é verdade? Tudo que queremos saber está a um clique. Antigamente era um sacrifício. Se você queria saber a capital de um país e não tinha uma enciclopédia em casa, tinha de andar quadras e mais quadras até a biblioteca mais próxima de sua cidade, se tivesse uma, para pesquisar.  

A era do D.G. (Depois do Google) mudou tudo. Mas e as pessoas mudaram? Tenho visto nas escolas a mesma desculpa para deixar uma resposta de lado: “Não encontrei, professora!” (Eu dizia isso nos anos 70!). É uma desculpa que não cabe mais. Porém de quem é a culpa?

Uma grande parte da população está diretamente ligada à tecnologia, portanto todo professor deve estar ciente disso, saber lidar com ela e trazê-la para a sala de aula. O docente deve ter o cuidado de estar bem preparado para cada item de sua aula e deve apresentar os conteúdos de forma que leve os alunos a pesquisar.

Segundo Belloni (1999), o futuro da educação, aliás que já chegou, estará (está) muito voltado tanto para atividades presenciais como a distância, sem mencionar aqueles completamente a distância, então, o que precisamos ensinar aos discentes, e com urgência, é a serem estudantes autônomos, devem aprender a encontrar respostas sozinhos, através da pesquisa. Ensinar a pesquisar é o começo de tudo. Percebo que muitos alunos, mesmo universitários, não sabem pesquisar, nem sabem por onde começar, portanto, desde as primeiras séries, os professores têm a obrigação de ensinar seus alunos a pesquisar, e devem fazer isso continuamente, pois, percebo que os alunos são muito dependentes e isso será, e já é, uma problemática. Marcos Bagno, em seu livro Pesquisa na escola; como é, como se faz, afirma que não só os estudantes, mas também os professores são muito dependentes. Portanto, antes de qualquer coisa, os professores precisam aprender a pesquisar, para poder transmitir aos alunos, para que estes se tornem aprendizes autônomos e possam usufruir melhor de tudo aquilo que a informática tem a lhes oferecer.

Já vi muitos professores que mandam os alunos pesquisarem e a única direção que dão é o assunto ou pergunta. Estes vão para casa, pedem ajuda aos pais, mas, por fim, são estes que fazem o trabalho, porque os alunos não sabem como o fazer, pois não receberam direções para tal, visto que os próprios professores não o sabem.

Belloni (1999, p. 7) diz “atores principais no teatro da educação do futuro: o professor coletivo e o estudante autônomo”. O professor coletivo chegou, mas e o estudante autônomo, a quantas anda?

Pais, professores, futuros professores...liguem-se...PESQUISA-AUTONOMIA são as palavras-chave.

E para o aluno: Se liga! Não fique esperando a resposta, vá atrás dela!


Referências:

BAGNO, Marcos. Pesquisa na escola: o que é, como se faz. 12 ed. São Paulo: Loyola, 2002.

BELLONI, maria Luiza. Educação a Distância. Campinas: Autores Associados, 1999. 

PRADO, Ricardo. Aprender sempre. Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-continuada/aprender-sempre-423172.shtml>. Acesso em: 13 mar. 2011.


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