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sábado, 7 de maio de 2011

Figuras de linguagem: parte IV





  • Silepse:


Autores renomados cometem “inadequações” gramaticais as quais são chamadas de licença à intelectualidade ou licença poética.

A silepse trata disso. A concordância verbal ou nominal, por exemplo, refere-se ao sentido que se quer dar e não à regra gramatical.

Veja este verso de Carlos Drummond de Andrade:

  • “Ficamos por aqui, insatisfeitos, os seus amigos.” O autor quer incluir-se nessa insatisfação.

  • Elipse:


É a omissão de um termo que se pode prever ou que está já subentendido.

 Veja o exemplo:

  • De manhã, bem humorada; de tarde, uma malvada.

Nessa frase omiti a expressão “ela é”, mas que no contexto não faz falta, fica fácil de entender o que quero dizer. Houve, então, a elipse da expressão “ela é”.


  • Zeugma:


 Figura parecida com a elipse, pois, também, trata da omissão de um termo, porém tal termo omitido foi anteriormente expresso. Exemplo:

  • Eu jogo tênis; meu marido, futebol.

Nesse caso houve a omissão do verbo “Jogar” – meu marido joga futebol.

Tudo verdadeiro até agora a não ser essas duas pequenas mentirinhas: eu não jogo mais tênis. Que pena! E meu marido não joga futebol...:-)

Um detalhe: ao omitirmos o verbo, usamos a vírgula.

  • Assíndeto:


 Síndeto significa conjunção, conectivo. Se dissemos assíndeto, significa “sem conjunção”. Assíndeto, portanto, é uma figura de linguagem na qual omitimos as conjunções coordenativas entre elementos de uma oração. Exemplo:

  • Acordou; comeu frutas, pães, bolos; reclamou.


Houve a omissão da conjunção aditiva “e”.

O excesso de uso de síndetos, chamado de polissíndeto, é uma figura de linguagem da qual já falei aqui. Ela encontra-se em: Figuras de linguagem: parte III.



E ainda há mais. Até a próxima!

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