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terça-feira, 21 de junho de 2011

Figuras de linguagem: parte V



  • Hipérbato

Trata da inversão da ordem normal que usamos nas frases: 

Água não bebo, nem vinho provo. (Ao invés de “Não bebo água, nem provo vinho”).

Se for muito acentuada essa inversão, chamamos de sínquise, ou seja, um hipérbato exagerado. Um famoso exemplo é o que acontece no nosso Hino Nacional:

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas/De um povo heroico o brado retumbante...”.

A ordem direta seria: “As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico”.

  • Aliteração

É a repetição da mesma consoante em vários pontos da sentença:

Neste caso o “r”: “O rato roeu a roupa do Rei de Roma...”.

  • Assonância

É a repetição de vogais:

Raia sangüínea e fresca a madrugada. (...).” Raimundo Correia.

Tanto a aliteração quanto a assonância são figuras de linguagem muito usadas na poesia para dar-lhe musicalidade.

  • Anacoluto

É o uso desconectado de um elemento na sentença, não há relação sintática com os outros elementos, conhecido como “frase quebrada”. James Joyce, com seu experimentalismo linguístico, usou e abusou do anacoluto em sua obra Finnegans Wake. Veja essa frase:


We nowhere she lives but you mussna tell annaone […].”*

Nós em nenhum lugar ela mora, mas você não deve dizer a ninguém [...] (tradução minha).

*Para os falantes de língua inglesa: não digitei errado, essa é a linguagem de James Joyce em Finnegans Wake. Você pode encontrar a obra na íntegra clicando aqui.


  • Anáfora

É a repetição de uma palavra no início de cada verso de uma estrofe.

Ler, aprender
Ler e conhecer
Ler e refletir
Ler e dialogar
Ler e viajar
Ler e crescer.


  • Sinestesia

É o uso de um sentido, de uma percepção no lugar de outra.

Vejo o cantar dos pássaros.
Vejo o perfume da flor.

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