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sábado, 13 de agosto de 2011

Funções do Se: parte 3

Falaremos agora sobre o uso do “se” como indeterminação do sujeito e sujeito acusativo:
Indeterminação do sujeito: 

  • Precisa-se de livros. 

Quem precisa? Não sabemos.

  • Morre-se de tédio.

Quem? Também não sabemos.

  • Necessita-se de voluntários.
Quem necessita? Outra vez, não sabemos.


Sentenças assim, cujo sujeito não é claro, ou seja, ele é indeterminado, a partícula “se” tem a função de “Índice de indeterminação do sujeito”, pois não podemos apontar quem precisa, quem morre, quem necessita.

Você pode perguntar: O que é sujeito indeterminado?

Primeiramente: Não é possível determiná-lo - questão sine qua non J

Além disso:

O verbo encontra-se na 3ª pessoa do plural, sem a existência de uma pessoa que cometeu a ação:
  • Enviaram o e-mail para o endereço errado.
  • Disseram que ele chegou atrasado.

Quem enviou o e-mail? Quem disse que ele chegou atrasado? Não sabemos.

E ainda, o verbo encontra-se na terceira pessoa do singular mais a partícula se – detalhe – nesses casos o verbo é sempre transitivo indireto, ou seja, vem acompanhado de preposição.

  • Precisa-se de mais tempo.
  • Necessita-se de voluntários.

Neste último caso o sujeito é indeterminado e classificamos a palavra “se” como índice de indeterminação do sujeito.


Sujeito acusativo

O elemento “se” é considerado sujeito acusativo quando ele é sujeito de um verbo e objeto direto de outro ao mesmo tempo. Que enrolado! Mas um exemplo vai clarear, eu penso:
  • Eles deixaram-se levar pela indisciplina alheia.

Qual o objeto do verbo deixar? “se” que corresponde a “eles”.
Qual o sujeito do verbo “levar”? “se”.

Ou seja, o objeto do verbo deixar é “se” e o sujeito do verbo levar é “se” também. Quando isso acontece, a partícula “se” é chamada de sujeito acusativo, afinal foram eles mesmos os responsáveis por cometer uma ação e por ser o objeto dessa ação.  

Dúvidas? Pergunte..:-)

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