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domingo, 30 de janeiro de 2011

Etapa 3: Eu - Trabalho e consumo

Nesta etapa serão discutidos trabalho e consumo no passado e no presente. Os alunos refletirão sobre questões como:  Que tipo de futuro quero para mim? Que quero ser? O que esperam de mim? Para onde vou? Pelas minhas ações até hoje, que caminho estou seguindo? Estou no caminho certo? O que me motiva? Em que posso mudar? Acesse a Webquest clicando na imagem abaixo. Bom trabalho!


Etapa 2: Todos – Ética

Esta Webquest, uma continuação da etapa 1, traz como discussão a Ética. Os alunos refletirão e discutirão sobre a ética na escola, no trabalho, na família, na Internet, nas ruas. Uma ótima oportunidade para refletir sobre a própria cultura e sobre as atitudes perante a sociedade e a si mesmo. Clique na imagem abaixo para acessar a Webquest. Bom trabalho!


Etapa 1: O outro – Pluralidade Cultural

Necessita-se de reflexão sobre o curso que a sociedade está tomando, pois, em muitas situações, nega-se a ética, os direitos dos outros, as obrigações de todos e de cada um como cidadãos. Pretende-se, portanto, fazer um trabalho de conscientização com os alunos como uma tentativa de evitar essas falhas na sociedade. Clique na imagem abaixo para acessar a Webquest. Boa pesquisa!




Temas Transversais

Eu construí três webquests que se completam a partir de um projeto de pesquisa o qual chamei de O outro, Todos, Eu, cujo objetivo geral consiste em refletir sobre o desenvolvimento do papel de cada um na sociedade contemporânea por meio da valorização e do respeito ao próximo e da conscientização dos deveres de um cidadão. Esse projeto foi montado para uso em Língua Portuguesa, porém ele aborda assuntos de outras áreas do ensino: História, Geografia, Economia, Filosofia, etc. Acredito muito nessa união das disciplinas, nessa “descompartimentação” (essa palavra não existe, mas eu gosto!) do ensino. O projeto aborda os temas transversais propostos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais: pluralidade cultural, ética, trabalho e consumo.

As webquests foram divididas em três etapas: Na etapa 1, “O outro”, a discussão é sobre “Pluralidade Cultural”; na etapa 2, “Todos”, o debate gira em torno da “Ética”; na etapa 3, “Eu”, o tema é “Trabalho e consumo”. Para quem quiser usar as webquests, deixarei os links aqui neste Blog. Bom trabalho!


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Mais sobre hifens

Ainda sobre os hifens, os prefixos ante, anti, contra, circum, hiper, infra, intra, pós, pré, sub, super, supra, ultra (para falar de alguns) e os falsos prefixos (arqui, inter, macro, micro, maxi, mini, pseudo, semi, etc.):
v Quando acompanhados por palavras iniciadas por h, use o hífen. Exemplos: Anti-higiênico; semi-hospitalar; sub-hepático, etc.
v Quando acompanhados por palavras que se iniciam com a mesma vogal que terminam os prefixos, use o hífen. Exemplos: Anti-inflamatório; arqui-inimigo, micro-ondas.

Juntando com a dica número 2 de ortografia, e resumindo: se os prefixos terminam com uma vogal diferente daquela que o segundo elemento – lembre-se: não use o hífen (autoescola). Se a vogal é igual, use o hífen: eletro-óptica, e se a palavra após o prefixo iniciar por h, use, também, o hífen: neo-helênico (aliás como já era antes).
Na dica anterior, eu mencionei a duplicação das consoantes “r” e “s” quando a palavra seguinte ao prefixo que termina com vogal inicia-se com “r” ou “s”, certo? Mas lembre-se: Só duplica quando o prefixo termina com vogal: ultrassom. Porém se o prefixo termina em “r”, ou seja, os prefixos hiper, super, inter, mantêm-se o hífen: hiper-resistente, inter-regional (como era antes). E em palavras como hipersônico, intersexual, ficam como eram antes, sem hífen e um “s” apenas.

O prefixo co mantém sua aglutinação: cooperar, coordenar, etc.
Mas lembre-se, toda a regra tem exceção. Consulte o VOLP (Vocabulário ortográfico da Língua Portuguesa atualizado).
Até mais! J

Cuidado com o Mesmo!


Algo que tenho encontrado muito ultimamente em lojas, em elevadores, até em trabalhos acadêmicos de mestrado e doutorado, é o uso da palavra mesmo substituindo pronomes - ele, ela, o, a, etc.
Vocês já prestaram atenção nesta famosa frase de elevador?
*"Antes de entrar no elevador certifique-se que o mesmo está parado no andar."
Quem é o mesmo?  Seria um monstro saído das cavernas? Há até uma brincadeira entre professores de português: “Quando entrar no elevador, cuidado com o Mesmo. Ele pode estar lá e poderá te atacar!”.
Em lojas também isto acontece: “Aceitamos cheques somente se o mesmo for do correntista”. Será que é o mesmo “Mesmo” do elevador??!!!
Por que não escrevem as frases assim:
 Aceitamos cheques somente do correntista.
Antes de entrar no elevador verifique se ele está parado no andar.
A palavra mesmo quer dizer: exatamente igual, semelhante, análogo, etc., sempre no sentido de duas ou mais coisas iguais, nunca poderá substituir um pronome.
Já me disseram que acham chique o uso do “mesmo” dessa maneira. Não façam isso, está tão incorreto! O dicionário Aurélio faz um alerta de que esse uso é deselegante e inapropriado e traz como exemplo: falei com ele, ou falei-lhe – nunca falei com o mesmo.

Lembrem-se: mesmo não é um pronome e nem pode substituir um. Use ele, ela, o, a, lhe, o próprio nome...

ANOS DE CENSURA: FLORESCIMENTO DAS ARTES?

Ilustração: http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/censura-no-regime-militar/
        Com o golpe militar de 1964, o país ficou proibido de manifestar-se contra o governo, bocas foram caladas, opiniões guardadas. A classe estudantil, políticos e artistas de todas as esferas, no entanto, não puderam aguentar tamanho impedimento. Iniciaram-se, assim, manifestações populares contra o governo. Enquanto os militares usavam slogans tais quais “Pra frente, Brasil” e “Brasil: ame-o ou deixe-o”, para incitar o amor à pátria; estudantes, artistas e políticos formavam passeatas pregando a libertação. Em meio a essa confusão, o governo decidiu decretar o Ato Institucional Nº 5, em 13 de dezembro de 1968 –, o AI-5, colocando o presidente da república acima de tudo, até da constituição; proclamando o fechamento do Congresso Nacional e o mutismo do povo brasileiro. O AI-5 (BRASIL, 1968), em seu artigo quinto, trazia também:
[...] proibição de atividades ou manifestação sobre assunto de natureza política;
IV - aplicação, quando necessária, das seguintes medidas de segurança:
a) liberdade vigiada;
b) proibição de freqüentar determinados lugares;
c) domicílio determinado.
        As proibições eram duras e as penas brutais, fazendo parecer brincadeira de criança a proibição feita ao jornal O Estado de São Paulo, em 31 de julho de 2009, de publicar informações sobre a Operação Faktor envolvendo o ex-presidente José Sarney. Contudo, há até um lado que já foi motivo para comédia em épocas passadas. Cenas que lembram Lisístrata, de Aristófanes. D’Araujo comenta:
A gota d'água para a promulgação do AI-5 foi o pronunciamento do deputado Márcio Moreira Alves, do MDB, na Câmara, nos dias 2 e 3 de setembro, lançando um apelo para que o povo não participasse dos desfiles militares do 7 de Setembro e para que as moças, "ardentes de liberdade", se recusassem a sair com oficiais. (D’ARAUJO, 2009).

        Nelson Rodrigues e Chico Buarque foram alvos da censura. Chico até pensava ser carta marcada, Loturco (200-) afirma que ele chegou a usar o heterônimo Julinho da Adelaide para ter suas músicas liberadas pela censura.
        Tempos de ditadura são cruéis, porém não podemos negar a riqueza da produção musical e literária da época. Chico Buarque, por exemplo, presenteou-nos com jogos de metáforas que são, ainda, estudados. Hoje, tanta liberdade, e o que nos resta? Fora algumas coisas boas, “eguinhas pocotó” e “rebolations”.

Referências:
BRASIL. Ato Institucional nº 5 de 13 de dezembro de 1968. Disponível em: <http://www.acervoditadura.rs.gov.br/legislacao_6.htm>. Acesso em: 25 jan. 2011.
D'ARAUJO, Maria Celina. O AI-5. 2009. Disponível em: <http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/FatosImagens/AI5>. Acesso em: 25 jan. 2011.

LOTURCO, Roseli. Chico Buarque: Vida. Disponível em: <http://www.chicobuarque.com.br/vida/vida.htm>. Acesso em: 25 jan. 2011.

TERRA PAPAGALLI: UMA NOVA VISÃO DO DESCOBRIMENTO DO BRASIL



Vocês já leram o livro Terra Papagalli? É uma narrativa muito divertida sobre a descoberta do Brasil. O título já é cômico: Terra Papagalli: narração para preguiçosos leitores da luxuriosa, irada, soberba, invejável, cobiçada e gulosa história do primeiro rei do Brasil. Nesse livro, os autores José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta apossam-se da crônica histórica de Pero Vaz de Caminha e de outros documentos históricos para contar sua versão da conquista da “Terra dos Papagaios”, o Brasil. A narração é o registro cronológico do passado, em que os fatos do dia a dia são desvelados. Cosme Fernandes, o Bacharel, narrador e herói dessa obra, inicia sua narrativa pela sua mocidade, revelando tudo que passou até chegar ao navio que, aos primeiros dias de maio de 1500, o abandonaria nas novas terras (o Brasil), vendo sua permanência, juntamente com outros companheiros, como punição, como tormento, como pavor, diante de um povo que ele chamou de “estranhos seres” (os índios).
Conforme os acontecimentos, o protagonista vai listando os dez mandamentos para se viver bem na Terra dos Papagaios, revelando, assim, pouco a pouco, as características de nosso povo. São estes os mandamentos
·       Na Terra dos Papagaios é preciso saber dar presentes com generosidade e sem parcimônia, porque os gentios que lá vivem encantam-se com qualquer coisa, trocando sua amizade por um guizo e sua alma por umas contas.
·       Quando aparecer alguma dificuldade, mesmo que seja de simples solução, é preciso fazer alarde, espetáculo e pompa, pois nesta terra mais vale o colorido do vidro que a virtude do remédio.
·       As gentes da Terra dos Papagaios são muito crentes e de fácil convencimento. Por isso, têm em alta conta os feiticeiros, os falsos profetas e vai a coisa a tanto que não há patranheiro que lá não enriqueça e prospere. E assim é, senhor, que por serem tão crédulos aqueles gentios, pode-se-lhes mentir sem parcimônia nem medo de castigo.
·       É aquela terra onde tudo está à venda e não há nada que não se possa comprar, seja água ou madeira, cocos ou macacos. Mas o que mais lá se vende são homens, que trocam-se por qualquer mercadoria e são comprados com as mais diversas moedas.
·       Desde o primeiro, são os funcionários daquela terra um tanto madraços e preguiçosos, e, se na frente de seus superiores parecem retos, quando esses lhes dão as costas, revelam-se muito astutos e só nos atendem se lhes damos algo em troca. Portanto, senhor conde, se fordes para lá não se esqueça de ser generoso com eles, pois lá as portas não são abertas com chaves de ferro, mas com moedas de prata.
·       Naquela terra de barganhas fazem muito sucesso e não há quem resista a um pequeno regalo. Por isso, é preciso dar sempre um afago aos que podem comprar, pois entre dois mercadores, naquela terra não se escolhe o mais honesto, mas o que oferece mais mimos.
·       Naquele pedaço de mundo, senhor conde, não se deve confiar em ninguém, pois se no sábado nos juram eterna fidelidade, no domingo nos enfiam uma espada pela garganta. A verdade é que lá tudo se rege pela conveniência, e sendo preciso, troca-se de bandeira como as mulheres trocam de pano em dia de regra.

·       Na terra que se chama dos Papagaios, cada um cuida de si e Deus que cuide de todos, pois pouco se faz por um irmão, nada por um primo e menos coisa nenhuma por um amigo, de modo que cada um só quer saber do seu nariz e, se alguém faz algo por outrem, é a troco de paga ou medo.
·       Naquelas paragens, quando se alevantam alguns, o melhor modo de quietá-los é dar-lhes emprego ou título, porque os daquela terra muito prezam serem chamados de senhores e não há um que troque honradez por honraria.

·       E o resumo de meu entendimento é que naquela terra de fomes tantas e lei tão pouca, quem não come é comido.
Leiam o livro e descubram como a personagem chegou à conclusão de cada um.
Leiam! É muito bom!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Literatura é assim...

A literatura cria sensações, desperta emoções, viaja entre textos, harmoniza as formas, rompe barreiras, insere-se em mundos distintos, alimenta, incentiva, transforma. A literatura é solidão preenchida.
                                                                                                                                    Janete Bridon

Webquest: Continuidade dos parques


Você vai ler o conto Continuidade dos parques de Julio Cortázar. Nessa leitura você vai perceber que uma história pode ser contada dentro de uma outra história, fazendo com que você,  leitor sinta-se, às vezes, deslocado. Experimente essa leitura e perceba como você se sente. Durante essa jornada, algumas tarefas atravessarão seu caminho se você quiser realizá-las. Senão apenas curta esse conto incrível clicando aqui 


Webquest: Poesia além do papel

Quando a poesia teve início? A poesia impressa é a única forma de poetar? O que leva algo a ser poesia? Um desenho pode ser poesia? Poesia pode ter movimento? Este é um convite à apreciação da poesia em meio eletrônico. Cliquem aqui e descubram suas várias facetas.


Incentivo à leitura


Falta muito incentivo à leitura no Brasil. Parece que as pessoas leem cada vez menos. Nas escolas, quando se fala em leitura, é como se o professor estivesse propondo uma ida ao matadouro. LEEERRR???!! É aquele coro! Eu penso que isso acontece, e parece estar piorando, porque todos estão lendo cada vez menos. Até o próprio professor! Como incentivar alguém a ler se eu não leio? É difícil. Além disso, apesar da liberdade de escolha e de expressão, ainda se força um aluno/a, filho/filha, a ler o que ele/ela não gosta. Não há nada pior do que isso. Você ficar ali lendo um livro enfadonho que não tem nada a ver com o seu “eu”. O livro pode não ser enfadonho para uns, mas para outros é sim.
Não é só incentivo na escola que falta, falta também em casa. Que tal pais e filhos passearem pelas livrarias à procura de algo em comum para lerem juntos, discutirem a leitura?
Para amar a leitura cada vez mais, eis o que eu faço: eu começo a ler um livro, se nas primeiras trinta páginas ele ainda não me conquistou, vou para o próximo. Antigamente eu me obrigava a ler o livro até o fim na esperança de que iria melhorar, e não melhorava. Agora eu dou essa chance a ele, senão volta para a prateleira. Melhor ainda é passá-lo adiante, quem sabe ele encontre seu verdadeiro dono?
Achei muito interessante uma entrevista do Paulo Coelho, se não me engano foi para o Jornal Hoje da Globo, em que ele mostrou sua casa e sua falta de livros. Cada livro que ele lê, ele passa adiante. Ele disse que livros foram feitos para passar de mão em mão, e não para ficar ali, enfeitando. Ah! Mas há livros que dá pena, não dá? :-)
Voltando ao incentivo à leitura, é a base de tudo. Pense duas vezes antes de dizer ao seu filho: “Menino, para de ler e vai comprar pão!”. Deixe-o ler, vá você buscar o pão! (Verifique antes se ele está mesmo lendo ou se ele está apenas fingindo para não ir comprar pão). Penso que faltam comerciais na TV que falem disso, que incentivem, que acendam a chama da vontade de saber e conhecer. Há um comercial da TV americana sobre incentivo à leitura que é uma verdadeira lição àqueles professores que quando veem um aluno passando um bilhetinho durante a aula, vão logo o colocando para fora.  Ei-lo:


video


Inspiração, criatividade, reflexão, vêm de leitura, muita leitura!

Nova Ortografia - 2



Hífen: o que mudou?
Nessa, vamos por partes, porque há algumas mudanças e não gosto muito de jogar conteúdo e sair correndo.
Uma das mudanças:
1.   Não se emprega mais o hífen em palavras cujo prefixo termina com uma vogal e a palavra seguinte inicia com uma vogal diferente daquela do prefixo. Exemplos: autoestrada; autoescola; antiaéreo; extraescolar; agroindustrial, etc.
Porém, em se tratando de duas identidades, o hífen permanece: euro-africano; anglo-americano; ásio-europeu; apesar do prefixo e da palavra seguinte possuírem vogais diferentes.
2.   Se a palavra seguinte ao prefixo que termina com vogal iniciar com “r” ou “s”, duplica-se o “r” ou “s”. Exemplos: antirreligioso; microssistema; contrarregra (essa está esquisita, não está?); infrassom (um pouco pior..:-)), etc.
Mantém-se o hífen para duas identidades como na regra anterior: franco-suíço.

Até a próxima..:-)

 

Percentagem: verbo no singular ou no plural?





Hoje me perguntaram o seguinte:  


“1% dos alunos frequenta o teatro”

ou

“1% dos alunos frequentam o teatro”?

Na verdade ambas as sentenças estão corretas porque quando o sujeito é a união de um número percentual seguido de substantivo (Um por cento dos alunos) o verbo pode concordar com o número percentual (nesse caso: um por cento – singular) ou com o nome relacionado à percentagem (nesse caso: alunos).


Se tivermos uma frase ao contrário, ou seja, a percentagem é mais do que um e o substantivo é singular, o mesmo acontece: tanto faz o verbo no singular ou plural. Veja o exemplo:

56% do país votaram em Dilma Rousseff. (O verbo concorda com o número percentual-56%-plural).

56% do país votou em Dilma Rousseff. (O verbo concorda com o substantivo-país-singular).


Claro que se tivermos 56% dos eleitores o verbo ficará na forma plural -votaram, pois tanto o número percentual quanto o substantivo estão na forma plural.


Agora, para confundir um pouquinho, porque quando se trata de linguagem nem tudo são flores..:-)...Se a percentagem vem com um artigo (o, a, os, as), o verbo tem que concordar com o número. Veja o exemplo:


Os 10% da verba serão encaminhados à educação.  

Volte aos exemplos anteriores, eu não usei artigo antes dos números, por isso podiam variar.